Pesca selvagem: por que meu peixe fica mais gostoso?

Publicada em: 17/03/2021 16:49

“Hoje o mar está bom para peixe”. Já ouviu essa expressão, né? Normalmente é uma situação que nem sempre ocorre, mas quando ocorre dá pra aproveitar muito. Talvez um dia de praia que esteja com um sol quente o suficiente para bronzear sem queimar, ou então um dia frio perfeito para você abrir aquele vinho.

Mesmo sendo uma frase comum, existe um lugar no mundo que não entende essa frase mesmo se dita na língua local. E isso se dá porque lá o mar sempre está bom para peixe. Esse lugar é o Alasca, estado gelado dos Estados Unidos e um dos maiores polos mundiais de pesca. Mas por que isso te interessa? Porque recentemente chegaram ao Brasil os peixes do Alasca, produtos que prometem revolucionar o seu consumo de peixe.

O CyberCook te explica:

O estado do Alasca tem três mil rios, três milhões de lagos e quase onze mil quilômetros de costa, ou seja: peixes, peixes e mais peixes, das mais variadas espécies, tamanhos e cores. Com esse tesouro natural, o estado americano é um dos que mais se preocupa com a pesca e com a manutenção da fauna local. Principalmente o Salmão Selvagem, a Genuína Polaca e o Bacalhau do Alasca. E é por isso que os produtos provenientes do Alasca são diferenciados: todos são selvagens.

O que é a pesca selvagem?

Não é a pesca que é selvagem, mas o peixe pescado em seu habitat natural. Ou seja, todos os peixes vindos do Alasca são livres (é proibida a prática de cativeiros), se desenvolvem naturalmente e se alimentam do que o próprio bioma oferece (sem ração). Além disso, existe um limite geral a ser pescado, determinado por biólogos e cientistas, para que a massa biológica seja conservada e a natureza nunca sofra.

O que isso muda no meu peixe?

Vivendo livre, o peixe se desenvolve naturalmente e se alimenta de algas e animais menores, naturais do seu ambiente. Isso deixa a carne de excelente textura, muito saborosa, mesmo que mais sútil (ao contrário dos peixes produzidos em massa que contam, por vezes, com sabor mais marcante e com o uso de rações, corantes, antibióticos, hormônios e outros aditivos químicos), além de mais saudável.

O que esses peixes têm que os daqui não tem?

Além do sabor suave e da excelente textura, os peixes selvagens têm propriedades nutricionais superiores, como menor teor de gordura saturada, vitamina A, B, B12, D, ômega-3, selênio, potássio e vários outros benefícios abundantes para sua saúde.

Outro diferencial, no caso do salmão, é a cor: por exemplo, o Salmão Selvagem Keta do Alasca (também conhecido como Chum) é mais claro, rosa bem clarinho, resultado de sua alimentação natural em alto-mar, majoritariamente composta de fitoplâncton e lulas. Há outras quatro espécies de salmão selvagem no Alasca que apresentam coloração, sabor, textura e tamanho completamente diferentes, puro resultado da natureza. 

Para não ficar só no falatório, o CyberCook separou algumas receitas para você experimentar da melhor maneira seu peixe selvagem:

Salmão Keta do Alasca com “Sauce Hollandaise”

O nome chique valoriza com razão o peixe. Como explicamos, o sabor mais delicado do salmão do Alasca permite que você explore molhos diferentes, com ingredientes sutis e igualmente delicados, como o dill, desse molho holandês.

Salmão selvagem keta Alasca

Filé de Polaca ao molho de camarão

Não é porque é do Alasca que não pode ter cara de Brasil. Até porque a culinária brasileira explora muito os peixes e frutos do mar, incluindo a polaca, que já é um peixe comum por aqui, mas que muitas vezes se confunde com outros peixes brancos. O molho de camarão é quase que detalhe.

Filé de pescada ao molho

Bacalhau cítrico com aspargos

Um legume muito comum na alimentação do americano é o aspargo. Por ser um legume com bastante presença tanto na textura quanto no sabor, combina muito bem com esse peixe tão tradicional dessa época do ano, mas que não precisa se limitar a isso. 

Bacalhau cítrico com aspargos

Faça em casa sua receita com os peixes do Alasca, encontrados nas marcas da Noronha Pescados e da Komdelli, e compartilhe com a gente. Preste atenção à origem e se surpreenda com a diferença!

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