Receitas
  • Receitas
  • Ingredientes
  • Todo o site
  • Dicas
Todas as Receitas

Novidades

Café Colonial: o sabor do Sul do País

4 avaliações |

Tradicional na região serrana do Rio Grande do Sul, o café colonial vai além da farta mesa de cucas, pães, bolos, tortas, frios, geléias, mel, queschmier, morcillas, conservas, chocolate quente, café, chás, wafles, tortas e outras iguarias. O costume, proveniente da Alemanha, remete a história da colonização do Sul do país por alemães. Dizem os mais antigos que os colonos recebiam turistas em regiões mais afastadas onde não havia hospedagem e colocavam na mesa tudo o que havia de melhor. Outros contam que a mesa repleta de doces, salgados e bebidas logo pela manhã dava as condições necessárias para o trabalhador realizar os seus afazeres diários.

O ano era 1972. Era uma pequena casa de madeira localizada na Região das Hortênsias, em Gramado (RS). Nela, Lira Caliari (descendente de italianos) e Osmindo Caliari (de família alemã) começaram o primeiro café colonial do País, chamado de Bela Vista. Das receitas repassadas pela mãe e pela avó, “Dona” Lira (como é conhecida) aprendeu algumas e inventou outras sempre com a intenção de reunir a família para um chá da tarde. Em pouco tempo, os dotes culinários foram aprimorados e o chá transformou-se em café colonial. Não foi da noite para o dia. Eram tempos difíceis quando resolveram abrir, naquele ano, parte da frente da casa para que outras pessoas pudessem provar as delícias doces e salgadas enquanto ocupavam a parte de trás do terreno. Mas o esforço valeu a pena. Hoje, o prédio em estilo alemão localizado na mesma avenida onde tudo começou tem capacidade para mais de 200 pessoas e atrai milhares de turistas o ano todo.

Na mesma Avenida das Hortênsias, mais quatro cafés coloniais mantêm a tradição, como a Torre e o Coelho. Leda Caliari Coelho, que é irmã de Osmindo, começou há mais de 30 anos com o Bela Vista. Logo depois, resolveu criar o próprio negócio com o marido e está à frente até hoje do Café Coelho, desde 1976.

Sinta-se em casa

O objetivo é fazer com que a pessoa sinta-se acolhida e saboreie as receitas que remetem a lembranças da infância, como um bolo de fubá que a avó fazia. Por esse motivo, servir o café colonial é deixar a pessoa à vontade, degustando e conversando, como se estivesse mesmo reunida com os amigos e familiares no quintal de casa. A variedade de sabores, o salgado e o doce que se misturam harmoniosamente, também agradam o paladar do visitante.

E por falar em visitantes, não faltam ilustres celebridades nos atrativos cafés coloniais. A apresentadora Xuxa e do cantor gaúcho Teixeirinha são lembranças marcantes de “Dona” Lira. Ela também conta que, outro dia, a modelo e apresentadora Ana Hickmann apareceu por lá. “Ela elogiou muito o apfelstrudel (torta de maçã)”, revela. Já no Café Coelho, um dos clientes é o jornalista Cid Moreira. Hoje em dia, o famoso Festival de Cinema de Gramado atrai muitos artistas para a cidade no mês de agosto também.

Cardápio

Aos 61 anos, “Dona” Lira ainda faz questão de supervisionar o trabalho do Bela Vista e ensinar as doceiras novatas a fazer os pratos. Tudo para manter o padrão de qualidade. E uma das receitas que ela enfatiza é o Bolinho de Batata, um clássico consagrado da gastronomia germânica. Outro destaque é o Rocambole de Doce de Leite.

O café colonial Torre fabrica tudo o que comercializa. Tudo é caseiro, enfatiza Paulo Ortiz. A confeitaria e a padaria são próprias da casa. Do cardápio, o bolo de queijo é um dos pratos mais elogiados. Seguido pelo bolo de laranja, de ricota e pelo bolo de chocolate.

No Café Coelho, além do tradicional apfelstrudel, há uma variedade de doces coloniais, bolo de limão, bolo de cerveja, bolo de requeijão, bolo de cenoura, rocambole e waffles, além de outras delícias.

Nas casas tradicionais, o cardápio não nega que a culinária típica é alemã e italiana, e nada mais. Um coisa que as pessoas se enganam é que o café colonial só serve para café da manhã. “Substitui uma refeição completa, como o almoço ou a jantar”, revela o proprietário do café colonial Torre, Paulo Ortiz. “Aqui em Gramado, os gaúchos apreciam no dia-a-dia um bom café colonial, tanto que, em vez de organizar um almoço, muitas vezes preparam vários salgados e doces para receber a visita”, conta.

Cardápio básico:

Pães: centeio, cuca, milho, sovado e francês;
Geléias: diversos sabores, além de manteiga e requeijão;
Frios: diversos tipos de queijo, salame, presunto e mortadela;
Bebidas: vinhos, sucos, café, leite, chocolate quente e chás;
Salgados Quentes: frango frito, polenta frita, risoles, croquetes, bolinho de queijo e outros;
Bolos: chocolate, cenoura, rocambole, laranja e outros;
Sobremesas, tortas e pizzas: torta de morango, chocolate, gelatinas, mousses diversos, pudins, ambrosia, entre outros.

No roteiro gastronômico da serra gaúcha não pode faltar uma visita ao Café Colonial. “Ir a Gramado e não visitar o café colonial é como ir a Roma e não ver o Papa”, brinca “Dona” Lira. Alguns locais oferecem cerca de 80 pratos variados. As casas geralmente cobram um preço único, que dá direito a comer à vontade.

Matéria assinada por:
Livany Salles

Comente e compartilhe com os amigos do Cook Club!

Dê sua avaliação

Este comentário foi relevante? 0

Delicioso.

Luzia Teodoro - em 11/01/2013

Este comentário foi relevante? 0

Café colonial
Aaaaadorei, caiu perfeito para o que eu quero fazer.

Andrelina - em 22/04/2012

Este comentário foi relevante? 0

Ameeii!
Me ajudou muito. Valeu!

Daniela - em 10/04/2012

Este comentário foi relevante? 0

????
Não precisa melhorar nada. Está td perfeito. Gosto muito dos serviços que vcs oferecem, parabéns !!!!!

FÁTIMA FRANCISCO DOS SANTOS - em 21/03/2011